O que é a Standard Edition 2 (SE2)?

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Desde que foi disponibilizado o Patchset 12.1.0.2 (a quase 1 ano), e as opções de instalação das edições “Standard Edition” e “Standard Edition One” estavam “apagadas”, eu desconfiava que algo iria mudar.

A um ou dois meses, surgiu uma nota no MOS relatando que realmente as edições SE e SE1 não existiriam mais, e passaria a existir a SE2. No dia seguinte, a nota sumiu.

Bem, nesta semana finalmente a SE2 foi disponibilizada, e suas regras. Então:

– A partir do Patchset 12.1.0.2, não há mais as edições Standard Edition e Standard Edition One;

– Os binários são disponibilizados separadamente, ao contrário de antes.
Fonte: http://www.oracle.com/technetwork/database/in-memory/downloads/index.html

– A SE2 pode ser utilizada em um servidor com até 2 Sockets (como era a SE1).
Fonte: http://www.oracle.com/us/corporate/pricing/databaselicensing-070584.pdf
Fonte: https://blogs.oracle.com/UPGRADE/entry/oracle_12_1_0_22

– A SE2 tem o preço da SE 😀
Fonte: http://www.oracle.com/us/corporate/pricing/technology-price-list-070617.pdf

– O mínimo de usuários, se licenciado por Named User obviamente, é 10 (como a SE).
Fonte: http://www.oracle.com/us/corporate/pricing/databaselicensing-070584.pdf

– A SE2 pode ser utilizada em RAC, desde que não ultrapasse 2 Sockets em todo o Cluster. Ou seja, um Socket por nó.
Fonte: http://www.oracle.com/us/corporate/pricing/databaselicensing-070584.pdf
Fonte: https://blogs.oracle.com/UPGRADE/entry/oracle_12_1_0_22

– Se hoje você tem a SE1, e quer atualizar para o Patchset 12.1.0.2, tem que pagar a diferença, já que não há esta edição na 12.1.0.2. É como se você comprasse o carro VW Fox, mas para fazer a revisão, tivesse que comprar o CrossFox. 😀
Mais precisamente, se você tem a SE, não precisa pagar nada a mais para fazer Upgrade para 12.1.0.2.
Se você tem SE1, precisa pagar 20% a mais no Suporte.
Fonte: http://www.oracle.com/us/products/database/oracle-db-se2-brief-2680836.pdf

– Utilizando internamente o Resource Manager, há uma limitação de 16 processos de usuários consumindo CPU (se for RAC, 8 processos por nó!!!). A fonte é Dominic Giles, Oracle Product Manager.
Até onde sei, esta limitação não existia antes. É como se você comprasse o carro VW Fox, mas após a revisão, a velocidade máxima dele fosse reduzida de “até onde aguenta” para 100 km/h. 😀
Fonte: https://twitter.com/dominic_giles/status/638758168428965888
Fonte: http://www.oracle.com/us/corporate/pricing/databaselicensing-070584.pdf

– Mais evidências sobre a limitação de CPU foram documentadas por Franck Pachot:
http://blog.dbi-services.com/oracle-standard-edition-two/

Resumo: a SE2 tem as limitações da SE1 (e talvez mais), o preço da SE, mas pode ser utilizada em um (limitadíssimo) RAC.

Resumo do resumo: A SE2 é mais para a Oracle, e menos para o cliente.

+1 resumo: A Oracle quer que clientes “pequenos” vão para “a nuvem”.

20 comments

  1. Portilho,

    Muito obrigado por compartilhar este importante conhecimento 🙂
    Forte abraço,

    Wagner Vinicius

  2. Inacreditável o que a Oracle fez com essa SE2… matou o SE One, que muitas empresas pequenas e médias usam e agora quer forçar todas a pagar mais por uma versão mais limitada! Acredito que seja como você falou, a Oracle simplesmente disse: “clientes pequenos, migrem para cloud ou caiam fora, não queremos mais vocês!”.

    1. Eu fiquei espantado também, com o limite de 16 threads ativas, ninguém vai querer. Matou todas as edições que não são a Enterprise.
      Mas… na “nuvem” também se paga licenças, a não ser que seja a nuvem por Schema.

  3. A Oracle realmente quer faturar com nuvem ,o grande problema é que a Nuvem da Oracle não é nada barata ,comparado as antigas licenças SE.
    Não sei aonde vão chegar com essa forçação de barra para que os clientes adotem o modelo de negócio SaaS.

    1. Realmente, a Oracle quer empurrar o cliente para “a nuvem”.
      O que acho que vai acontecer, na prática, é que quem tem SE e SE1 não vão migrar para 12c. Resolvido.

  4. A parceria entre Oracle e Sap têm os anos contados :a partir de 2025 a Sap quer que os clientes utilizem Hana ou melhor S/4 Hana ,solução completa de ERP+Banco+Hardware.
    Essa é a estratégia da Sap forçar os clientes a migrarem para o S/4 Hana, enquanto que da Oracle é acabar com o SE.

  5. Pelo visto o Hana tomou pau nos benchmark.
    Será bastante interessante acompanhar essa confusão que a Sap vai e está fazendo na cabeça dos clientes.
    Primeiro que muitos clientes não gostam de se sentirem reféns de um único fornecedor e outra estamos falando de um lider de mercado no quesito database.
    É Sap não dar pra abraçar o mundo dessa forma.

    1. Pois é.
      SAP = ERP. Tenta fazer DB também, mas fica atrás do líder.
      Oracle = BD. Tentar fazer ERP também, mas fica atrás do líder.

  6. Só reforçando o furo de notícia do Portilho que saiu na frente :
    “Informamos que, de acordo com a Oracle, a partir de 1º. de dezembro de 2015 entrará em vigor a Nova Política de Licenciamento do banco de dados Oracle, sendo o produto Oracle Standard Edition One (SEO) e Standard Edition (SE) descontinuados e substituídos pelo Oracle Database Standard Edition2 (SE2), modalidade esta com restrição para uso em até 02 processadores físicos.

    Informações importantes sobre as novas regras da Oracle:

    1. Clientes com licenciamento na modalidade perpétuo poderão migrar para o Standard Edition2 com custo adicional de 20% sobre o valor do suporte desde que estejam com o suporte ativo.

    2. Clientes com licenciamento na modalidade temporária próximos ao vencimento, recomendamos a aquisição da licença na modalidade perpétua com suporte até 30 de novembro, pois partir de 1º de dezembro de 2015 os produtos SEO e SE não serão mais comercializados, sendo obrigatória a migração para o produto SE2.

    3. Clientes que possuem SE temporário próximo do vencimento, sendo 2 servidores com 2 processadores cada, recomendamos a aquisição do SE perpétuo com suporte com o intuito de retardar a migração para o produto Oracle Enterprise.

    4. A partir de 1º de dezembro de 2015 clientes que pretendem adquirir a licença Oracle por usuário (Licença NUP) terão como cota mínima a aquisição de licenciamento para 10 usuários. Até 30 de novembro a cota mínima do licenciamento continuará sendo 05 usuários.

    Informamos, ainda, que inicialmente entraremos em contato com os clientes que se encontram no cenário descrito no tópico 2 acima, a fim de tratarmos da adequação do licenciamento na nova política.”

    Essa é a posição dos fornecedores de ERP

    1. Um adendo, pois já percebi que tem fornecedor se aproveitando de cliente desavisado: só é necessário comprar licença SE2 se o servidor tem mais que 2 Sockets, ou a licença adquira não foi perpétua.
      Se for perpétua, e o cliente não fizer upgrade para 12.1.0.2, não é necessário comprar SE2.

    1. Eu também tinha visto este anúncio da OOW, mas também ainda não encontrei para download.
      Se o Beta for disponibilizado publicamente (como é com o MS SQL Server e MySQL), também será uma mudança para a Oracle, isto não acontecia antes.
      Deve ser disponibilizado em breve, talvez seja o caso de descoordenação entre as áreas da Oracle.

  7. Apesar de parecer óbvio, pergunto:
    Se a limitação de 16 processos de usuários consumindo CPU é configurada via Resource Manager, significa que esta limitação é por instância. Ou seja, se tenho 2 processadores de 12 cores (sem hyper-threading, tenho 24 “cores”), praticamente esta limitação não irá me atrapalhar em nada, pois entendo que cada instância pode usar 16, e não o servidor como um todo. Ou seja, não terei 8 “cores” inutilizados…

    O raciocínio correto é este?

    1. Sim, você não terá subutilização de Cores, mas SE tiver duas instâncias (talvez até dividindo a aplicação em duas) no mesmo servidor para aproveitá-los. Se tiver apenas uma instância, os Cores acima dos 16 não será utilizados.

    2. Lembrei de mais um problema. Se você tiver duas instâncias na mesma máquina, de forma a aproveitar mais Cores, nada impede que uma instância use os cores da outra, não haverá uma separação clara. O Oracle solicita CPU para o Sistema Operacional, e cabe a ele fornecer o acesso a CPU, mas não irá diferenciar uma instância de outra.

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