Na Faculdade

Eu continuo não acreditando em Faculdade.

Ainda acho que a Faculdade (e Certificações, e escrever no CV que tem 10 anos de experiência como DBA, etc.) prova tanto que eu sou um bom profissional quanto uma CNH prova que sou bom motorista (ironicamente, não dirijo bem).

Entretanto, eu preciso da Faculdade, como preciso da CNH.

(Em tempo, acredito que a única coisa que prova a experiência, é teste prático, e com a mão no ombro do sujeito.)

Então eu fui obrigado por minha esposa me inscrevi em uma faculdade de formação específica em Bancos de Dados. Essa deve ser minha sétima tentativa de finalizar uma Faculdade, a segunda só em Banco de Dados, e a quarta em Tecnologia (também já tentei Direito, Economia e Administração).

Não direi aqui qual faculdade é, pois pretendo descrever esta minha experiência aqui, seja ela boa ou ruim, e o pessoal anda com uma mania muito besta de me processar.

Bem, começando a experiência, hoje foi dia do “Processo Seletivo”.

O Processo Seletivo desta Faculdade (não é uma USP, mas tem nota razoável no MEC) consiste em uma redação. Ou seja, se o retardado conseguir juntar cerca de dez frases de forma que faça um pouco de sentido, e sem muuuitos erros, será considerado apto para o curso (se eu não passar vou me ferrar aqui). Imagino os colegas de turma que me esperam.

A redação foi especialmente chata para mim, pois eu sinto dor a escrever, devido a um acidente com meu dedão direito a muitos anos atrás. Viva a era do teclado em que vivemos!

A organização da Faculdade já mostrou a que veio. Na prova, constava que ela estava ocorrendo no prédio A, Andar B, Sala CCC. Mas na verdade estávamos no prédio W, Andar Z, e Sala MMM.

Até aí, tudo bem. O que começou a me assustar foi que meu R.G., na lista de presença, estava completamente errado. Não tinha nem um dígito certo, e nem mesmo a quantidade de dígitos batia. A pessoa que coordenava a prova me informou isso, e que provavelmente isso ocorrera porque eu digitei errado no cadastro online (nem se eu fechasse os olhos ao digitar meu R.G. ele ficaria tão errado). Não culpo a senhora pois acho que a maioria ali não conseguiria digitar um R.G. corretamente, e ela devia estar acostumada com isso.

Eu vi a lista de todos candidados, e reparei que o R.G. de todos estava “meio parecido” com o meu, mais ou menos como se seguissem uma ordem. Ora, e a prova é agendada, você escolhe o dia em que quer faze-la, então uma organização por R.G. não fazia sentido. Eu chamei a atenção da coordenadora para este fato, inutilmente, como eu esperava. Ela só disse para que, se eu passasse, fosse à secretaria e alterasse meu R.G. Eu acho que ouvi ela falando isso para vááários candidatos.

Eu reconheço um “erro de sistema” quando eu vejo. Aquele era um. Sem problemas, contanto que quem cuide do sistema da faculdade não seja meu professor.

Bem, depois de amanhã saberei o resultado.

6 comments

  1. Ricardo eh muito complicado!! kkk me enquadro na sua historia. Trabalhei em uma empresa onde toda equipe e formada por bacharelados em Sistema de Informação alguns com PÓS em Gerenciamento de projeto. tinha nego perdido sem saber efetuar UPDATE, DELETE em uma tabela, fico pensando o que esse pessoal faz na faculdade rs Boa sorte na sua caminhada abração 🙂

    1. Pois é, eu já ouvi falar de pós graduados em Oracle que não sabiam o que era ORACLE_HOME.
      Mas, como dizem que é o aluno quem faz a faculdade, vou pagar para ver.

      Obigado pelo comentário! Abraço!

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